"Então tudo é incluído no poder,
O poder se faz vontade, a vontade se faz apetite;
E o apetite, um lobo universal
E acaba devorando a si mesmo"
(Shakespeare)
A humanidade está ciente de que, à longa data, enfrentamos uma crise ambiental e, sobretudo, social. Apesar de a situação ser lastimavelmente crítica, ainda há solução. Ou seja, afirmo com bom senso que ainda há cura para esta doença degenerativa, que senão tratada brevemente, continuará tomando proporções gigantescas, quiçá irreversíveis.
A partir de uma visão histórica, vê-se mais do que concreta a colocação de Heráclito “tudo flui”. A sociedade moderna é oriunda da resultante de diversos modelos econômicos e políticos, os quais foram se fortalecendo e resistindo até então. Porém, recentemente, toda essa onipotência está sendo posta à prova. Diante deste cenário, nada mais coerente do que nos questionarmos e nos posicionarmos para, quem sabe, avançar mais uma etapa na história mundial. Se faço tais considerações referentes à economia global, é devido a influência que a mesma possui no âmbito social. Como dizia Marx, a superestrutura (sociedade) é determinada pela infra-estrutura (economia), a qual define um rumo aos indivíduos.
Coexistente à questão social, têm-se a questão ecológica. Desde que o homem passou a ter uma relação de exploração para com a natureza, fez-se a catástrofe. Daí então, juntamente aos problemas ambientais , cresceram as disparidades sociais devido às intenções gananciosas e sempre lucrativas. O estopim foi o dado momento em que o homem viu-se como um ser a parte da natureza, e não como integrante da mesma. Logo, o ser humano passou a negar o compromisso e a responsabilidade de um convívio harmônico e de intercâmbio sadio com o meio ambiente. Enfim, o caos ambiental mostrou-se vigente!
Na verdade, é impressionante como a ambição, essa característica inerente a humanidade, sempre chega as suas limitações e próprias contradições. Tornando-se o próprio monstro destrutivo de tudo aquilo que, anteriormente, buscou construir. Hoje, o mundo pede socorro de todas as formas, e apenas nós temos o poder, o direito e o dever de reverter o quadro. Valendo salientar que medidas paliativas e curativos superficiais não serão o suficiente. É necessária a revisão de todo o sistema, não que isso seja fácil ou instantâneo. Justamente o contrário, o processo é lento e a conscientização geral, mais ainda. No entanto, é a hora de “findar o início”. E sim, é possível!
